PROGRAMA AVANÇADO

Programa Avançado de Urbanização e Edificação

Sob Consulta

Formação à medida – disponível para entidades

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PED/PAUE_CB

Description

A crescente complexidade dos instrumentos de gestão territorial e da sua aplicação às concretas situações da vida (através da assim designada gestão urbanística), aliada à constante evolução do quadro legal e regulamentar, torna essencial uma atualização técnica rigorosa por parte dos profissionais envolvidos na área do urbanismo e edificação.

A exigência crescente de decisões técnico-juridicamente sólidas, sobretudo no contexto das entidades públicas, bem como a necessidade de as entidades privadas estarem cada vez mais preparadas para apresentar projetos bem fundamentados, impõe uma formação especializada que alie teoria e prática e que permita debater soluções para as questões que se vão colocando diariamente, algumas de grande dificuldade e sensibilidade.

O Programa Avançado de Urbanismo e Edificação responde a esta necessidade, proporcionando uma abordagem aprofundada e transversal aos temas mais relevantes da prática urbanística contemporânea, tendo sempre em linha de conta a sua aplicabilidade prática.

 

Objetivos Gerais
Capacitar os participantes para uma intervenção técnica e jurídica mais eficaz, rigorosa e fundamentada no domínio do urbanismo e da edificação, com especial enfoque nas competências exigidas às entidades públicas e profissionais com funções de planeamento, licenciamento, fiscalização e gestão do território, bem como nas entidades privadas que atuam nestas matérias.
Objetivos Específicos
- Compreender os diferentes tipos de planos e programas territoriais e o seu impacto na gestão urbanística;
- Identificar e interpretar as principais condicionantes legais ao uso do solo, com destaque para o SGIFR;
- Dominar os regimes jurídicos das operações urbanísticas e os procedimentos de controlo administrativo;
- Reconhecer os casos de isenção de controlo e as respetivas implicações legais;
- Avaliar a validade e eficácia dos atos administrativos no âmbito urbanístico;
- Conhecer os mecanismos legais associados à execução de operações urbanísticas;
- Aplicar corretamente os regimes de fiscalização, contraordenações e tutela da legalidade urbanística.
Programa
1. Planos e Programas e o seu relevo para a gestão urbanística – João Cadete (27 de junho):
1.1. Tipologia de planos e programas;
1.2. Efeitos dos planos e programas e relações entre eles;
1.3. A adaptação dos planos municipais aos programas : modalidades e procedimento;
1.4. As opções heterónomas ao planeamento municipal: interpretação e aplicação na gestão urbanística municipal, em especial o papel dos pareceres das entidades externas.

2. Condicionantes ao uso do solo, em especial o SGIFR - João Cadete (1 de julho):
2.1. Restrições legais e servidões administrativas ao uso do solo;
2.2. Relações entre condicionantes e planos/programas;
2.3. Exemplo do regime de algumas condicionantes: RAN, REN, REDE NATURA;
2.4. Em especial o SGIFR (aplicação dos artigos 60.º e 61.º do SGIFR).

3. Caraterização de Operações urbanísticas - Fernanda Paula Oliveira (3 de julho):
3.1. Conceitos legais e aplicação prática: em especial o conceito de reconstrução;
3.2. A estruturação fundiária para fins urbanos;
3.3. Os loteamentos, reparcelamentos, planos de pormenor com efeitos registais e figuras afins;
3.4. As unidades de execução e suas modalidades.

4. Isenções de controlo - Maria José Castanheira Neves (8 de julho):
4.1. Noção e função das isenções de controlo;
4.2. Isenções subjetivas;
4.3. Isenções objetivas;
4.4. Exemplificação de isenções legais e de outras previstas em regulamentos;
4.5. A informação do início dos trabalhos e a fiscalização nas situações de isenção.

5. Procedimentos de controlo - Fernanda Paula Oliveira (11 de julho):
5.1. Âmbito, natureza e procedimentos controlos públicos das operações urbanísticas (incluindo a tramitação, os poderes de apreciação, os prazos e as consequências de incumprimento dos prazos);
5.2. Os pedidos de informação prévia;
5.3. O procedimento de licenciamento;
5.4. O procedimento de (mera) comunicação prévia;
5.5. O procedimento de comunicação prévia com prazo.

6. Validade e eficácia dos atos de gestão urbanística - Cláudia Lucena (15 de julho):
6.1. Nulidade e anulabilidade dos atos de gestão urbanística e o paralelo nas situações de comunicação prévia e comunicação prévia com prazo;
6.2. Caducidade dos atos de gestão urbanística (aplicação, procedimento e efeitos);
6.3. Outras situações: revogação, suspensão, alteração, etc.

7. Encargos das operações urbanísticas - Ana Cláudia Guedes (16 de setembro):
7.1. Taxas urbanísticas – tipos, regime e momentos de pagamento;
7.2. Cedências e compensações urbanísticas (regime, reversão de parcelas cedidas, contratos de gestão ou de concessão sobre parcelas cedidas);
7.3. Outros encargos e o regime do artigo 117.º.

8. Execução de operações urbanísticas - Ana Cláudia Guedes (19 de setembro):
8.1. Obras de edificação: execução, prazos, contratos de urbanização; faseamento da execução;
8.2. Obras de urbanização: execução, prazos, cauções, contratos de urbanização; faseamento da execução;
8.3. Em especial o artigo 25.º do RJUE e os contratos de urbanização;
8.4. Outras operações urbanísticas: como colmatar a falha de regulamentação no RJUE?

9. Fiscalização, contraordenações e medidas de tutela da legalidade - Dulce Lopes (24 de setembro):
9.1. Utilização e conservação do edificado (dever de conservação e obras coercivas);
9.2. Fiscalização: âmbito, competência, e poderes envolvidos;
9.3. Ilegalidade e reposição da legalidade: a regularização de operações urbanísticas e a adoção de medidas de tutela da legalidade urbanística;
9.4. O embargo;
9.5. A legalização (incluindo a oficiosa);
9.6. A realização de trabalhos de correção ou de alteração;
9.7. A cessação da utilização.

10. Fiscalização, contraordenações e medidas de tutela da legalidade (cont.) - Dulce Lopes (26 de setembro):
10.1. A demolição e a reposição na situação anterior;
10.2. Procedimento de execução coerciva e efeitos;
10.3. A multiplicidade de ilícitos: ilícitos disciplinares, ilícitos civis, ilícitos criminais e ilícitos administrativos;
10.4. As contraordenações urbanísticas (tipologia, procedimento, competência e exemplificação com base em casos judiciais).
Destinatários/as
- Técnicos e Dirigentes municipais a todos os níveis que trabalhem com a área do planeamento, obras públicas e particulares, bem como na fiscalização municipal;
- Trabalhadores em Empresas de obras públicas e privados, escritórios de arquitetura e engenharia;
- Juristas que queiram melhoras as suas competências na área do ordenamento do território e urbanismo.
Pré-Requisitos
Este curso não apresenta pré-requisitos.
Coordenador Pedagógico
Mariza Moreira
Metodologias de Formação
Todas as ações de formação abrangem métodos e técnicas de formação diversificadas, adequadas pelos formadores às características dos formandos, aos conteúdos a abordar e ao momento formativo. Recorremos sempre a metodologias adequadas aos adultos. Serão utilizadas diferentes metodologias de formação, como método expositivo; interrogativo, demonstrativo e ativo. Simultaneamente serão trabalhadas as técnicas de: debate, brainstorming e trabalhos práticos individuais. Nesse sentido, a formação é desenvolvida com uma componente essencialmente prática, tendo em conta os interesses e as motivações do formando, de modo a permitir-lhe aperfeiçoar os seus saberes e capacidades, rentabilizando-as em todas as esferas da sua vida.
Métodos de Avaliação
Enquanto componente do processo formativo, procura-se garantir um sistema formal e rigoroso de avaliação da formação.

- Avaliação das Aprendizagens que considera os seguintes momentos: diagnóstica (aferição de pré-requisitos), contínua (participação, empenho, atividades realizadas) e sumativa (exercícios e testes e/ou exames finais, se aplicável).
- Avaliação da formação, realizada com recurso a inquéritos de satisfação de formandos, de formadores e de coordenadores.
Certificação
O Certificado Profissional da INCURSO é emitido no fim da formação através do Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO), na área criada especificamente para o registo das ações de formação não inseridas no Catálogo Nacional de Qualificações, ao abrigo do n.º 6 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de Dezembro e Portaria n.º 474/2010, de 8 de Julho, ficando associado ao Passaporte Qualifica - Registo Individual de Competências do formando.

- No final do curso os formandos que obtiverem registarem assiduidade mínima de 80% e aproveitamento têm direito a um Certificado de Formação Profissional conforme legislação em vigor.
- Os formandos sem assiduidade mínima e/ ou aproveitamento recebem uma Declaração de Frequência de Formação Profissional, na qual onde constará carga horária e módulos da formação.
Requisitos de Frequência
Cada formando deverá estar munido de um computador com ligação estável à internet. É recomendável para o bom funcionamento da sessão e interação entre formador e formando, deverão estar assegurados: webcam, microfone e colunas ou auscultadores. É desejável que os formandos tenham conhecimentos de sistema operativo Windows na ótica de utilizador. Recomenda-se que seja feito acesso prévio à plataforma para testar os sistemas e a acessibilidade.
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Testemunhos